Ir. Maria Teresa Alves

Ir. Emília Almeida – Como se sentiu chamada à vida religiosa?

Ir. Mª. Teresa Alves – Quando era jovem, gostava de ir para junto do sacrário, mas de preferência, quando não estava lá ninguém. A minha oração era estar lá.

Um dia senti que Deus pedia para O amar mais, mas como não sabia de que forma, perguntei ao Senhor como fazer e dentro de mim senti, como que Ele a responder-me: “conta-me tudo como contas ao Serafim” (era o meu namorado). A partir daí comecei a sentir-me interpelada e com desejo de saber como podia amar mais a Deus e descobri que seria na vida religiosa. Comecei então a intensificar mais a minha oração e dentro de mim se fez a luz e decidi ser religiosa.

Ir. E. A. – Como transmitiu aos seus pais o chamamento que sentia?

Ir. Mª. T. A. – Dizendo-lhes que gostava de ir para a vida religiosa.

Ir. E. A. – E como reagiram?

Ir. Mª. T. A. – Reagiram muito mal, sobretudo a minha mãe. Chegou a dizer-me que se eu fosse para a vida religiosa, nunca mais lhe chamasse mãe. Quando se falava no assunto o dia ficava estragado. Já velhinha, a sua maior alegria era ter uma filha religiosa.

Ir. E. A. – A Irmã Teresa é feliz?

Ir. Mª. T. A. – Muito feliz, mas a minha felicidade não é só exterior, é sobretudo interior.

Ir. E. A. – Porquê?

Ir. Mª. T. A. – Porque nunca me senti atraiçoada por Aquele que me seduziu; porque nunca me senti só, sempre senti a presença do Senhor, mesmo nos momentos difíceis da vida e da doença.

Ir. E. A. – Que diria a uma jovem, ou menos jovem, que se encontra em processo de discernimento vocacional?

Ir. Mª. T. A. – Dir-lhe-ia que vale a pena arriscar e que a verdadeira felicidade só se encontra no Senhor, seja em que vocação for. E dir-lhe-ia também, que se eu hoje fosse jovem, mesmo olhando a minha história, queria ser religiosa e viver a mesma história outra vez.

Ir. E. A. – Obrigada Irmã Teresa por esta partilha vocacional.