“Dia” da Vida Consagrada

Ir. Maria Teresa Alves

No dia 9 de maio, deste mesmo ano, a Superiora geral, Irmã Aurora Lomba, aceitou o desafio da Irmã Assunção que a pedido do Pároco de S. Pedro da Diocese de Vila Real, convidou duas Irmãs para representarem a Congregação.

Assim sendo, a pedido da Irmã Aurora estivem presentes neste dia as Irmãs: Eduarda e Ana Cristina, para celebrarem com a paróquia o “dia” do Consagrado. Este dia foi uma oportunidade de nos unirmos ao dom da fidelidade da nossa Irmã Joaquina Ribeiro que completou cinquenta anos de vida religiosa, ao serviço da Congregação da Divina Providência e Sagrada Família, em diferentes Dioceses.

O desafio deste dia de apostolado não era fazer belos discursos sobre a diversidade de vocações na Igreja, nem fazer catequese sobre o dom da vocação consagrada. Tão simplesmente, foi imitar o exemplo de S. Francisco de Assis, que acompanhado de um Irmão, saía do convento para palmilhar as ruas de Assis. Mas, então, que testemunho dava ele às pessoas com quem se cruzava? Não seria mais eficaz agendar um plano de catequeses para explicar, clarificar a natureza das várias vocações na Igreja? Orientar-se pelos documentos do magistério da Igreja, e com toda a ortodoxia, exortar fervorosamente os fiéis à fé cristã?
Efetivamente, podemos afirmar que partimos para esta experiência apostólica tal como Jesus enviou os seus discípulos: dois a dois e ordenando-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão, nem pão, nem alforge, nem dinheiro. Nós, as duas Irmãs, partimos na companhia dos nossos Irmãos Franciscanos e ao chegar a Vila Real fomos acolhidos pelo Pároco e um grupo considerável de Irmãos religiosos, Franciscanos, ao serviço naquela Diocese, Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, também em missão em Vila Real e em outras regiões do país, Santarém, Lisboa, inclusive as irmãs que se encontram na etapa de formação do juniorado e, claro, pelas Irmãs da nossa comunidade ao serviço do Paço Episcopal de Vila Real, a quem agradecemos a amabilidade e afabilidade com que nos receberam.

O desafio deste dia de apostolado não era fazer belos discursos sobre a diversidade de vocações na Igreja, nem fazer catequese sobre o dom da vocação consagrada. Tão simplesmente, foi imitar o exemplo de S. Francisco de Assis, que acompanhado de um Irmão, saía do convento para palmilhar as ruas de Assis. Mas, então, que testemunho dava ele às pessoas com quem se cruzava? Não seria mais eficaz agendar um plano de catequeses para explicar, clarificar a natureza das várias vocações na Igreja? Orientar-se pelos documentos do magistério da Igreja, e com toda a ortodoxia, exortar fervorosamente os fiéis à fé cristã?

Efetivamente, podemos afirmar que partimos para esta experiência apostólica tal como Jesus enviou os seus discípulos: dois a dois e ordenando-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão, nem pão, nem alforge, nem dinheiro. Nós, as duas Irmãs, partimos na companhia dos nossos Irmãos Franciscanos e ao chegar a Vila Real fomos acolhidos pelo Pároco e um grupo considerável de Irmãos religiosos, Franciscanos, ao serviço naquela Diocese, Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, também em missão em Vila Real e em outras regiões do país, Santarém, Lisboa, inclusive as irmãs que se encontram na etapa de formação do juniorado e, claro, pelas Irmãs da nossa comunidade ao serviço do Paço Episcopal de Vila Real, a quem agradecemos a amabilidade e afabilidade com que nos receberam. Assim, reunimo-nos todos no adro da Igreja, fomos divididos em dois grupos e partimos com uma guitarra e sorriso no rosto ao encontro das pessoas que circulavam nas ruas da cidade. O desafio era este: anunciar Jesus, o único que pode dar sentido à existência humana, transmitindo a alegria de Lhe pertencer, pelo dom da consagração religiosa, quer pela palavra, quer pelo canto.

Todos ficamos muito entusiasmados com esta aventura e partimos, com a certeza da presença de Jesus no meio de nós. E, de facto, não ficamos defraudados. Todos sentimos a alegria que é comunicar a bela notícia de Jesus. Pois, tal como afirma o Papa Francisco, «Jesus já não está no passado, mas vive no presente e lança-se para o futuro: é o hoje eterno de Deus… aceita então que Jesus Ressuscitado entre na tua vida, acolhe-O como amigo, com confiança: Ele é a VIDA!» (Vigília Pascal, Março, 2013).

Com esta experiência de partir com o desejo de interpelar as pessoas e mostrar que existem pessoas que se entregam totalmente ao serviço dos irmãos, a exemplo de Jesus, iniciamos o cumprimento da exortação do Santo Padre: “A Igreja é chamada a sair de si mesma e ir para as periferias, não somente as geográficas, mas aquelas existenciais - do mistério do pecado, da dor da injustiça, da ignorância, da falta de fé, do pensamento, de todas as formas de miséria”. Embora, o apostolado que tenhamos feito, à partida, não possa ser considerado nada de extraordinário, contudo, saímos da nossa zona de conforto, das nossas comunidades, muitas vezes fechadas nos seus medos, limites e fragilidades, sem se aperceberem que uma comunidade fechada e pessimista, é uma comunidade condenada à morte espiritual.

Continua a existir porque tem acesso aos cuidados básicos, mas a razão de ser da sua vida consagrada está definhada e amordaçada por costumes e egoísmos, tal como um serviço de apoio domiciliário que apenas se preocupa em fazer face às necessidades mais básicas do ser humano, que atualmente são consideradas básicas as fisiológicas, e não as espirituais. Outro aspeto que gostaríamos de realçar foi o facto de os dois grupos de apostolado serem compostos por diferentes rostos congregacionais. Ninguém pretendia ser o primeiro a anunciar, simplesmente eramos um só em Cristo. Era o Seu espírito que nos movia e, por isso, não ficávamos diluídos antes gratos pela vocação, missão e história herdada no próprio instituto religioso, e pela bênção que era transmitirmos, a uma só voz, a beleza de sermos pertença d’Ele.

O dia culminou com a celebração eucarística presidida pelo Sr. D. Amândio, bispo de Vila Real, solenizada pelo grupo paroquial, dando graças a Deus pelo dom da vocação religiosa da Ir. Joaquina, momento em que renovou os seus votos.

Podemos realçar as palavras do Presidente da celebração, apelativas e desafiantes a não termos medo de anunciar Cristo com alegria, «a não deixarmos que Cristo fique na gaveta», como uma bela relíquia, pelo contrário, deixarmo-nos transformar por Aquele que é o Senhor das nossas vidas. Terminada a celebração fomos convidadas a partilhar a refeição do jantar caldeada de um ameno convívio, na presença do Sr. Bispo, das nossas Irmãs, assim como as Irmãs Franciscanas da Hospitaleiras da Imaculada Conceição e os Irmãos Franciscanos da Ordem Menor. Pensamos que podemos aprender com esta singela, mas marcante, forma de estar na simplicidade e em união com outras famílias religiosas. Há tanto que aprender uns com os outros. Agradecemos a todos aqueles que nos acolheram e possibilitaram que um ‘dia comum’ se tornasse diferente. Queira Deus abençoar-nos com o dom da fidelidade criativa para adquirirmos a linguagem acessível, clara e luminosa que é a do Evangelho. (Irmã Ana Cristina Carvalho, cdpsf)