Missão

Na realidade, a missão, antes de ser caracterizada pelas obras externas, define-se pelo tornar presente o próprio Cristo no mundo, através do testemunho pessoal. Este é o desafio, a tarefa primária da vida consagrada! Quanto mais se deixa conformar com Cristo, tanto mais O torna presente no mundo e operante para a salvação dos homens.

Assim, pode-se afirmar que a pessoa consagrada está «em missão» por força da sua própria consagração, testemunhada segundo o projecto do respectivo Instituto. Quando o carisma de fundação prevê actividades pastorais, é óbvio que o testemunho de vida e as obras de apostolado e promoção humana são igualmente necessários: ambos representam Cristo, que é simultaneamente o consagrado à glória do Pai e o enviado ao mundo para a salvação dos irmãos e irmãs.

Além disso, a vida religiosa participa na missão de Cristo por outro elemento peculiar que lhe é próprio: a vida fraterna em comunidade para a missão. Por isso, a vida religiosa será tanto mais apostólica quanto mais íntima for a sua dedicação ao Senhor Jesus, quanto mais fraterna for a sua forma comunitária de existência, quanto mais ardoroso for o seu empenho na missão específica do Instituto. (VC 72)

Os institutos empenhados nas várias formas de serviço apostólico devem enfim, cultivar uma sólida espiritualidade da acção, vendo Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus. (VC 74)

Como Irmãs da Congregação da Divina Providência e Sagrada Família, queremos que a nossa vida de oração pessoal, comunitária e litúrgica, seja de total abandono e confiança no amor providente do Pai, que, com solicitude, conduz o curso dos acontecimentos, provê às necessidades do seu povo e cobre com a sua protecção os seus filhos. Identificando-nos com Jesus, Maria e José, queremos ainda cultivar o silêncio interior como algo necessário para uma vida contemplativa na acção e para uma visão que na fé revela a presença de Deus nos acontecimentos da vida. (Const.45)

A comunidade religiosa é o espaço privilegiado, para se fazer a passagem do “eu” ao “nós”, da busca das “minhas coisas” à busca das “coisas de Cristo”. É o lugar onde se aprende, dia a dia, a assumir a mentalidade renovada, que permite viver a comunhão fraterna, aceitar as diferenças e valorizar os diversos dons que cada irmã possui e que contribuem para a coesão da vida comunitária. (Const.54)

Os consagrados são enviados por Cristo a realizar a missão da Igreja. Procuremos acolher e exercer na fé a missão que a Congregação, em nome de Deus, nos confia. Todas participamos da mesma missão, embora cada uma em tarefas diferentes. Às Comunidades cabe fazer o discernimento necessário, para encontrar uma integração harmoniosa entre vida fraterna, espiritual e apostólica. A comunhão e a missão estão profundamente unidas e implicam-se mutuamente. (Const.62)

Como Irmãs da Congregação da Divina Providência e Sagrada Família, encontramos a força e a vitalidade para perseverar na nossa vocação e missão em Deus Providente e na Sagrada Família (Const.5)

Na vida da Sagrada Família, as nossas comunidades encontram o estímulo e o modelo para crescer no amor fraterno, para superar dificuldades e para viver na alegria o dom da sua entrega. Por isso mesmo, procuramos transportar-nos frequentemente em espírito à casa da Família de Nazaré, para aí aprender a viver o evangelho da comunhão e da fraternidade. (Const.64)

No exemplo da Sagrada Família de Nazaré, onde o ambiente de vida, a ajuda mútua e o discernimento contínuo da vontade de Deus eram estímulo a constante crescimento na fé, queremos buscar incessante auxílio para a nossa vida, para caminharmos na identificação progressiva com Jesus, que em Nazaré, no seio da Sagrada Família, crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens. (Const.74)